domingo, 27 de julho de 2008

Avanzo y escribo
decido el camino
las ganas que quedan se marchan
con vos

Se apaga el deseo
ya no me entrenvero
y hablar eso
que se me iba
mejor

Con los ojos no te veo
se que se me viene el mareo
y es entonces
cuando quiero
salir a caminar

El agua me ciega
hay vidrio en la arena
ya no me da pena
dejarte que un adios

Asi son las cosas
amargas borrosas
son fotos veladas
de un tiempo mejor


El Mareo - Bajofondo
Até quando a confusão irá permear meus sentimentos? Entregar-se ou manter firmes em velhas crenças? E eis que o dilema Shakespeariano se faz presente, novo, constante. Alguns diriam que é apenas uma fase. - Fase? - Eu vos pergunto. Acontece que continuo com os mesmos ideais. Nunca os perdi. Eles foram elaborados, emendados, reciclados, mas continuam os mesmos. Acredito que nossa genética já deve ter lido algumas pilhas de livros e visto alguns rolos de filmes, dos mais românticos aos mais dramáticos, tudo isso apenas pra formar nossa base, nossa filosofia. Somos os mesmos de sempre, apenas reformados, para melhor parecer, no mesmo corpo. É, escrever faz-nos chegar à conclusões. Talvez para mim.

domingo, 20 de julho de 2008

Amar! (Florbela Espanca)


Eu quero amar,
amar perdidamente!
Amar só por amar:
aqui... além...
Mais Este e Aquele,
o Outro e toda a gente...
Amar! Amar!
E não amar ninguém!

Recordar?
Esquecer?
Indiferente!...
Prender ou desprender?
É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira
é porque mente!

Há uma primavera
em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz,
foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó,
cinza e nada,
Que seja a minha noite
uma alvorada,
Que me saiba perder...
pra me encontrar...

"Reprimido, o impulso transborda, e a inundação é sentimento; a inundação é paixão; a inundação é loucura até: tudo depende da força da corrente, da altura e da resistência do dique(...) O sentimento está à espreita nesse intervalo de tempo entre o desejo e sua satisfação. Reduza-se esse intervalo, derrubem-se todos esses velhos diques inúteis.
-Felizes jovens! - Disse o Administrador. - Nenhum trabalho foi poupado para lhes tornar a vida emocionalmente fácil, para os preservar, tanto quanto possível, até mesmo de ter emoções."

(Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley - pg. 57 - Ed. Globo)

É que me bateu a idéia do condicionamento. Seria tão mais fácil apenas não acreditar no que nosso coração diz.

...por favor, quero 2g de Soma antes que me bata o sentimento de fracasso.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

domingo, 25 de novembro de 2007


Yann Tiersen. Eis o artista que me eleva, me inspira, me faz ver que algo novo ainda pode ser criado. Vanguardista até os pés. Diferente. Exótico. Francês.


Ouvir suas músicas me deixa pensativo, triste, romântico. Fecho meus olhos e até consigo sentir o perfume parisiense, me imagino com uma boina, curtindo um frio, avistando os Champs-Elysées. Nunca estive tampouco na França, mas certamente a sensação não haveria de ser outra.


Ainda há genialidade no mundo, e isso me deixa tranquilizado. Habemus sperare!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007




Artigo produzido para a Cadeira de Direito Penal I. O que tem a ver? O Direito penal tem o seu poder no Estado, mas fica a dúvida, quem é maior? O Estado ou as megalomaníacas empresas capitalistas?




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Sexta-feira de Marlboro




Antes de começar a explanação sobre o evento conhecido como Sexta-feira de Marlboro é necessário conhecer aquela que foi a responsável por isso.
A Philip Morris International é, atualmente, uma das maiores empresas de tabaco do mundo. As grandes marcas de cigarro comercializadas hoje pertencem a esta empresa, que é sediada em Lausanne, Suíça. Tais marcas são produzidas em mais de 50 fábricas ao redor do mundo e vendidas em mais de 160 países. Criada no século XIX, hoje ela emprega mais de 80 mil pessoas. São milhares de homens e mulheres que, muitas vezes, não possuem uma opção melhor de trabalho.
Através de uma publicidade hipócrita que se preocupa com o consumo de cigarro, mas que, na verdade, alimenta cada vez mais esse anseio pelo fumo, a Philip Morris lucra incessantemente.

Esta empresa, no dia 2 de abril de 1993, abalou as ações de grandes marcas americanas, e provocou uma crise no sistema publicitário. Tudo começou quando a Philip Morris resolveu baixar o preço dos cigarros Marlboro em 20%, afim de, assim, passar a competir com as marcas mais baratas existentes no mercado. Essa queda de preços passou a representar a nova posição que a sociedade vinha tomando. O público passava a ver as propagandas e não se importava mais em consumir aquilo que era vendido pelas campanhas, preferindo aquilo que era mais barato. A Philip Morris investiu mais de um bilhão de dólares na montagem e fixação da marca “Marlboro” e, naquele instante, a mesma marca que momentos antes possuía uma grande prestígio, passou a não representar mais nada. A Campanha publicitária de maior duração na história havia ruído.
Algumas empresas não sofreram nem mesmo um arranhão com toda essa crise, como a Nike e a Calvin Klein, porque suas marcas não estavam individualizadas, mas elas representavam algo mais. Usar um jeans da Calvin Klein não era apenas vestir uma roupa de marca, simbolizava algo bem maior. Calvin Klein passava estilo, glamour, classe, elegância e jovialidade aos seus consumidores.
A partir daí, as grandes empresas publicitárias vieram a apostar em marcas que vendessem algo mais do que os seus produtos. Marcas que vendessem alegria, prazer, satisfação. Comprar um carro da Ford passou a ser algo muito mais valioso, já que, com tal carro, a felicidade vinha junto. Essa é a idéia vigente até hoje no meio publicitário, agregar valores aos produtos. As marcas passaram a não mais representar seus produtos, mas a serem famosas apenas por serem tais marcas. Tommy Hilfiger não é bastante consumido somente porque suas camisetas são bonitas e confortáveis(até porque não o são nem um nem outro), mas porque esta marca, atualmente, possui um grande valor na sociedade.
E assim caminha a humanidade, vivendo uma eterna falsidade. Vendendo aquilo que nunca estará nas vitrines: o verdadeiro amor. Se preocupando apenas com o luxo e o prazer, esquecendo de construir um bom caminho como ser humano. Esquivando-se das palavras do Mestre: “Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo.”.